Na época da implantação do assentamento de Lucas
do Rio Verde, houve por parte de seus coordenadores, a louvável
preocupação de destinar uma área para desenvolvimento
da pesquisa, visando dar sustentabilidade à atividade agrícola
que ora se instalava.
Segundo do Sr. Marino José Franz, Técnico contratado pela
EMPA para coordenar os trabalhos), o INCRA destinou para esta atividade
o lote nº 10 do Setor 02, tendo assim dado início aos trabalhos
de pesquisa e validação de tecnologias para a região
do cerrado.
Campo Experimental - 1.981
A região do cerrado em início de desbravamento não
era contemplada com tecnologias específicas, isto ocorria pelo
distanciamento de Centros Oficiais de Pesquisa, cuja referência
mais próxima era a EMPRAPA Agropecuária Oeste localizada
em Dourados MS. Este fator influenciava diretamente a produtividade das
propriedades, chegando muitas vezes a inviabiliza-las, levando a maioria
dos assentados a abandonarem suas áreas de terra e retornarem
as regiões de origem.
Os produtores que permaneceram em suas terras, começaram a desenvolver
pesquisas informais nas propriedades, estas iniciativas tinham um custo
elevado e não satisfaziam as necessidades da atividade. Como solução,
em 1.992, por iniciativa das Prefeituras e Cooperativas de Produção
da Região do Médio Norte de Mato Grosso, foi instituída
a Fundação de Apoio a Pesquisa e Desenvolvimento Integrado
Rio Verde, com o principal objetivo de criar e validar tecnologias para
promover o desenvolvimento sustentável da atividade agrícola.
Assembléia Geral que elegeu a 1ª Diretoria da Fundação
Rio Verde .
• Presidente: Valdir Giaretta
•
1º Vice-Presidente: Nereu Bresolin
•
2º Vice-Presidente: Mauro dos Santos Franco
•
1º Secretário: Sergio Massamitsu Arimori
•
2º Secretário: Álvaro André Gomes
•
1º Tesoureiro: Egidio Raul Vuadem
•
2º Tesoureiro: Washington Lima Queiroz
Os primeiros trabalhos realizados foram: levantamento das características
do solo da região; trabalhos com a cultura do arroz, utilizada então
para a abertura de áreas; estruturação física da área
do lote 10, que passou a ser denominado Campo Experimental de Lucas do Rio
Verde.
A crise que se abateu sobre agricultura em 1.994 teve conseqüência
direta na sustentabilidade da Fundação Rio Verde que se encontrava
ainda em fase de estruturação, levando a paralisação
de suas atividades. Em 1997 a parceria entre produtores e Prefeitura Municipal
de Lucas do Rio Verde reativou as atividades da Fundação, por
entenderem a importância de um instrumento de fomento ao desenvolvimento
sócio econômico do município.
Na Assembléia Geral realizada em agosto de 1.997 foi aprovada
a alteração do estatuto Social e elita a 2º Diretoria
•
Presidente: Joci Piccini
•
Vice-Presidente: Egidio Raul Vuadem
•
Secretária: Dora Denes Ceconello
•
Tesoureiro: José Henrique Hasse
•
Suplente: Valdir Giaretta
No período de 1.997 a 1.999 as atividades
da Fundação
se resumiram em reestruturação administrativa e legal;
parceria informal com a EMPAER na realização de alguns
trabalhos no Campo Experimental, desenvolvimento dos projetos ambientais
da Central de Reciclagem de Lixo Urbano e Central de Processamento
de Embalagens de Agrotóxicos e apoio a Prefeitura Municipal
na conservação
e ampliação da malha viária do município.
Em janeiro de 2.000 foi estruturado o corpo técnico e dado
início aos trabalhos de pesquisa e desenvolvimento agrícola.
Com a definição das linhas, passou-se a implementar os
projetos Safra e Safrinhas que contam com a parceria da Prefeitura
Municipal de Lucas do Rio Verde, Cooperativa de Crédito Rural
de Lucas do Rio Verde – SICRED, EMPAER, EMBRAPA e empresas que
atuam no setor de comercialização de insumos agrícolas.